EG›EGomes TechTECNOLOGIA SEM COMPLICAÇÃO
CONEXÕES QUE VOCÊ PODE ENTENDER

Do coaxial à fibra.
Cada conexão tem sua lógica.

Conheça as topologias, os cabos e os conectores que aproximam os equipamentos. Um guia visual com pinagem, polaridade e memórias das redes antigas.

COMO OS PONTOS SE ORGANIZAM

O desenho da rede importa.

Topologia física descreve a disposição de dispositivos e enlaces. A topologia lógica descreve como os dados circulam; as duas podem ser diferentes.

Barramento

Todos compartilham um caminho principal. No Ethernet coaxial antigo, uma interrupção ou terminação incorreta podia afetar o segmento inteiro.

Estrela

Cada dispositivo tem seu enlace até um ponto central, como um switch. Uma falha no cabo tende a afetar aquele enlace; o equipamento central é uma dependência.

Anel

Os nós formam um circuito. O modo de circulação e a tolerância a falhas dependem da tecnologia e da existência de proteção ou redundância.

Malha

Há múltiplos caminhos entre nós. Pode ser completa ou parcial; oferece alternativas de percurso com maior complexidade.

Árvore e híbrida

Uma árvore organiza níveis. Uma rede híbrida combina arranjos, como vários grupos em estrela ligados por uma estrutura principal.

Explorar topologias na IBM ↗
MEMÓRIAS DO ETHERNET EM BARRAMENTO

Coaxial, BNC e o terminador que não podia faltar.

No 10BASE2, o cabo coaxial de 50 Ω interligava as estações em um barramento. O conector BNC com trava de baioneta e o adaptador em T faziam parte desse cenário.

  1. Condutor central: contato de sinal no centro do BNC.
  2. Dielétrico: isola o centro da blindagem.
  3. Malha ou blindagem: conecta ao corpo externo do conector.
  4. Capa: protege o conjunto.

Os dois extremos físicos do segmento precisam de terminadores de 50 Ω para reduzir reflexões. O T é conectado à interface da estação. A terminação incorreta ou a abertura do barramento podia derrubar a comunicação do segmento.

Coaxial não tem sequência de oito fios. Sua conexão é central e externa. Cabos e acessórios de 75 Ω, comuns em outros sistemas, não substituem os de 50 Ω do 10BASE2. O tipo de BNC e a ferramenta precisam corresponder ao cabo.
Ver a instalação 10BASE2 na Rockwell Automation ↗
PAR TRANÇADO E CABEAMENTO ESTRUTURADO

Categoria de cabo não é nome de conector.

O plugue modular de oito posições e oito contatos, conhecido popularmente como RJ45, é usado em muitos enlaces Ethernet de par trançado. Cat5e, Cat6 e Cat6A descrevem categorias de desempenho do cabeamento.

CategoriaReferência de aplicaçãoO que observar
Cat3LegadoTelefonia e redes 10BASE-T antigas.
Cat5LegadoEncontrado em instalações antigas; Cat5e é uma evolução diferente, não apenas outro nome.
Cat5e1 Gb/s · até 100 mReferência comum para 1000BASE-T em canal conforme.
Cat61 Gb/s · até 100 m10GBASE-T pode alcançar até 55 m, dependendo do canal e da interferência entre cabos.
Cat6A10 Gb/s · até 100 mProjetado para canais 10GBASE-T de 100 m.
Cat7 / Cat7AClasses ISO/IECNão reconhecidos como categorias pela TIA. A conexão do sistema deve atender à classe especificada; o rótulo do cabo sozinho não basta.
Cat825/40 Gb/s · até 30 mVoltado a enlaces curtos, especialmente em data centers. Exige canal e equipamentos compatíveis.

Exemplos selecionados, não uma lista de todas as aplicações Ethernet. Os limites são do canal completo e dependem do padrão, dos componentes e da instalação. Nos canais usuais de 100 m, a referência é 90 m de enlace permanente mais até 10 m de cordões nas condições especificadas.

Blindagem

U/UTP: sem blindagem geral nem por par. F/UTP: folha geral, pares sem blindagem individual. U/FTP: folha em cada par. S/FTP: malha geral e folha nos pares. Blindagem e categoria são características diferentes.

Conectores e distribuição

Plugue, tomada ou keystone, patch panel e patch cord cumprem funções diferentes. Use componentes compatíveis com a categoria, a bitola, a blindagem e o tipo de condutor do cabo.

Outras famílias

RJ11 é associado à telefonia; BNC, ao coaxial; LC e SC, à fibra. Um adaptador mecânico, sozinho, não converte o sinal entre tecnologias.

GUIA VISUAL · T568A E T568B

Oito contatos, quatro pares e uma orientação.

Como olhar o plugue neste desenho: face larga dos contatos metálicos voltada para você, ponta do plugue para cima e cabo saindo para baixo. A trava fica atrás, no lado oposto. Nessa vista, os pinos vão de 1 a 8, da esquerda para a direita. Não é a vista frontal de uma tomada.

T568A

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CABO ↓ · TRAVA NO LADO OPOSTO
  1. 1Branco/verde
  2. 2Verde
  3. 3Branco/laranja
  4. 4Azul
  5. 5Branco/azul
  6. 6Laranja
  7. 7Branco/marrom
  8. 8Marrom

T568B

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CABO ↓ · TRAVA NO LADO OPOSTO
  1. 1Branco/laranja
  2. 2Laranja
  3. 3Branco/verde
  4. 4Azul
  5. 5Branco/azul
  6. 6Verde
  7. 7Branco/marrom
  8. 8Marrom

As faixas representam os condutores brancos com a cor do respectivo par. Azul e marrom ocupam as mesmas posições nos dois esquemas; os pares verde e laranja trocam de posição. A ou B não muda a categoria nem torna o cabo mais rápido.

Direto: A–A ou B–B

Mesmo esquema nas duas pontas. Cada contato mantém seu número: 1→1, 2→2, até 8→8. Documente e mantenha o padrão da instalação.

Cruzado clássico: A–B

Para 10BASE-T/100BASE-TX, cruza 1↔3 e 2↔6. Não é o diagrama completo de um crossover de quatro pares para 1000BASE-T.

Auto-MDI/MDIX

Em equipamentos compatíveis, a interface ajusta o cruzamento automaticamente. Isso reduz a necessidade do cabo cruzado, mas não corrige fio rompido, par dividido ou montagem defeituosa.

1000BASE-T usa os quatro pares. Um teste simples de continuidade não garante o desempenho do enlace nem identifica todos os problemas de pares divididos.

Tomadas e patch panels: siga a identificação A/B do fabricante. A disposição física dos terminais de inserção pode ser diferente da ordem dos contatos no plugue.

A CONEXÃO ACONTECE COM LUZ

Na fibra, falamos de polaridade.

Monomodo · OS1/OS2

Família usada em muitos enlaces de maior alcance. A distância depende do transceptor, da fibra e do orçamento óptico.

Multimodo · OM1 a OM5

Famílias com características diferentes. Tipo de fibra, comprimento e interface óptica precisam ser compatíveis.

Conjunto compatível

Mesmo encaixe não garante funcionamento. Confira transceptores, comprimento de onda, tipo de fibra e perdas do enlace.

Em um enlace duplex de duas fibras, TX de uma ponta precisa chegar a RX da outra. A polaridade é conferida no caminho completo, incluindo painéis e cordões. Sistemas BiDi podem transmitir e receber em uma única fibra com comprimentos de onda diferentes; não seguem o desenho duplex acima.

LC

Formato compacto com trava; comum em módulos ópticos.

SC

Corpo retangular com encaixe de empurrar e puxar.

ST

Corpo com acoplamento de baioneta, presente em instalações antigas.

FC

Acoplamento rosqueado, encontrado em aplicações específicas.

MPO / MTP

Múltiplas fibras em um conector. MTP é uma marca de implementação MPO; polaridade, chave e configuração exigem atenção.

UPC e APC são polimentos, não categorias de fibra. Não acople faces UPC e APC entre si. O tipo de conector, o polimento e a documentação precisam corresponder; a cor é apenas uma pista de identificação.

Inspecione e limpe as faces com materiais apropriados. Não olhe diretamente para uma fibra ou porta óptica: pode haver luz invisível ativa. Respeite a curvatura indicada pelo fabricante.

ANTES DE CONCLUIR A INSTALAÇÃO

Conectar é só parte do trabalho.

PARA CONSULTAR E APROFUNDAR

Referências técnicas.

Guia introdutório do EGomes Tech, consultado em 31/10/2026. Abrange famílias comuns e tecnologias históricas; os desenhos são esquemáticos. Para instalar, consulte o projeto, as normas aplicáveis e a documentação dos componentes.

Você já procurou um terminador perdido?

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